sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nua


Destemida e decidida, seguiu pela ponte, pela noite clara pela lua cheia, levada por instinto, desejo e pelo vento em seu corpo palpitante. Podia sentir cada passo a frente, podia pensar que voava andando.
Movimentando sutilmente os ombros abandona o manto que a cobre, despe-se, torna o complemento noturno pequeno com o contorno de seu seio, com a fina silhueta e com curvas de quem ousa. Nua do mundo, nada a poderia deter, depois dela, existiria apenas, ela. Caminha e em um impulso pula nas águas negras do lago que entra em choque com seu corpo quente e emerge um brilho prateado de gozo.

4 comentários:

  1. Gerar o doce de tudo que se faz mesmo que a lama, escorre entre corpos assim tão apaixonados que não percebe a intensidade de seus desejos tão intenso, e controlar é mesmo de tentar ser destruído pelas suas próprias intenções, pois parar e o mesmo de se auto destruir.

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  2. Que belo choque vc fez com as palavras!

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  3. Num mundo sujo, trazer de volta a pureza... Parabéns, muito bom mesmo.

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