domingo, 28 de novembro de 2010

Me da um tempo vai!

É verdade, pessoas tem mania de tempo. Tempo pra poder gostar, tempo em relacionamento, tempo pra esquecer, tempo pra se recompor, tempo, tempo, tempo... ACORDA MINHA GENTE!  E se essa coisa de morrer amanhã acontecer mesmo? Quem garante que não? Que isso é drama, blá blá, pessimismo, blá blá... Não minha gente, isso é realidade! Vivemos perdendo tempo de tudo apenas por dar tempo pra/em tudo. Parece uma regra sabe? E isso acua as pessoas, que acham que se você não segue a regra do tempo você é ousada demais.
Se você demostra que gosta muito cedo, você é dada como carente. Se você termina de cara algo que não está dando certo, você não dá chance de ter certeza. Se você se recupera logo você não se importa e é promíscua por querer levar a bola pra frente. Se, se, se... Tempo, tempo, tempo... Não percebem? To cansada! Eu quero gostar no dia seguinte e poder ligar. Porque quem liga no terceiro, quarto dia está fazendo jogo, pode apostar! Chega de joguinhos, chega, sabe! Tem muita gente aí que enche a boca pra dizer que aproveita a vida, que vive dando lição de moral nesse estilo e quando vai ver é mais um tomado pela regra temporal. Temporal na minha cabeça que não aguenta mais esperar. As vezes é preciso parar, eu sei. Mas, ÀS VEZES, por favor.  Tempo é curto, essa é a verdade. E estamos perdendo ele parados, lamentando, esperando... Mesmo que não se morra amanhã, um dia se morre, e aí? E aí que você ficou cheia de tempos na vida, perdidos. 
Eu não vou mais perder o meu se quer saber, e se atitudes te assusta, reveja o seus conceitos. Se eu gostar de você eu vou dizer. Se você não for o meu número eu não vou te calçar mais. E eu vou continuar vivendo oras, nesse instante, no dia seguinte e por aí vai.  Agora, se for você quem eu quero pra vida toda, eu vou comprar um buquê um anel e preparar meu melhor sorriso pra pedir um tempo especial, o de passar o resto dele ao seu lado.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Amante Lua

Tão corajosa a lua dar as caras ainda dia. Amante do sol vem contar ao mundo seu amor. Cheia de esconder-se nesse caso noturno, quer aparecer um pouco mais. Tão Crescente esse sentimento que sorri, e diz uma musa por aí que quando desaparece é porque está a dar voltas com Seu Jorge. Essa é a lua menina, nova como ela carece de companhia. Cansada de viver sozinha, reflete no intenso mar esse amor ali guardado, e enamoram-se. Mesmo com tantas estrelas ao seu redor permanece solitária e mingua. Estão todas a viajar, e não tem tempo pra amante Lua que alimenta-se da luz diurna que do outro lado do mundo o Sol lhe oferece, como uma carta, vindo de longe conformar-lhe noite a dentro.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Palavras


Não é você, nem ela, nem ninguém. São as palavras... Essas andam me tirando o sono. Meu Deus, como é viciante essa coisa de escrever. Tenho sede, sede de experiências, de vivência, de detalhes, do simples, do complexo, da vida. Tudo por palavras. Como me confortam. Como me fazem querer mais e mais, sempre mais. Querer mais não e ruim certo? Quando se sabe equilibrar... Equilíbrio? Eu falando em equilíbrio... Falando em equilíbrio quando falo delas. Nada equilibradas quando saem de mim, da minha cabeça, desse coração que já parou de bombear sangue e trocou essa vida orgânica por arte, que faço na alma. Atormenta-me a sanidade, em ansiedades, verdade, mentiras, sonhos, ilusões, paixões, tudo aqui, em frases, refrão... Tornam-se poemas, fazem-se de belas, de importantes, fazendo parecer a mulher a meretriz, protagonista, quando não percebe que disfarçada fica, coadjuvante das donas das histórias, dando o rumo que bem querem, como bem entendem e desentendem.
São as palavras, sedentas por criarem forma, por deixarem aquele romance bonito, por denunciarem aquele desejo, por matar tantas musas em mim, de amor, de excitação ou de ódio. De oferecer-lhes doces baratos, mentiras sinceras, verdades dolorosas. De lhes dizerem minha, de lhes jogares fora, cotejar-lhe, mascarar-te.
Acreditam nestas, que me tomam e fazem de mim o que bem entendem quando acho que delas faço alguma coisa. Pobre de nós, que acreditamos lê-las, escrevê-las, degluti-las... Pobre de nós que pensamos controlá-las, exibindo-as com orgulho como se fossem criaturas, quando são criadoras.

domingo, 14 de novembro de 2010

Ao lado.

A mulher que vive ao lado vive dentro. Vem dizer que me amas com sete pedras na mão. Todas pra jogar nos meus erros e descarregar o peso de sua angústia por não me ter ao seu lado. Desculpe-me linda mulher com sentimentos de menina. Fiz-te perder o juízo que jurou ter ao lado de outra. Fiz-te querer meu mundo, mundo de menina. Não podias, já era mulher. Fui cruel, eu sei me perdoas, não foi por mal. Amei-te e amo tua essência de anjo. Mas não pertenço a ninguém. Ainda. Sei sorrir como quem promete o mundo sem possuí-lo em mãos. Não faço por mal apesar de mal fazer-te. Dormirás em lágrimas essa noite, com o peito apertado e uma coisa ardendo em tua garganta como que querendo sair, amanha já acordas melhor, com ressaca de mim. A outra te ama, acolhe a isto. Perdoa-me, não sei o que fazer e nem o posso. Sou menina disfarçada em mulher pra chamar mais atenção. Sou assim até que alguém me encontre, perdida em mim.

Eu entendo alegrias alienadas de leigos e ignorantes quando as lágrimas escorrem na face ao pensar em certas coisas. Eu não sei compreender certas atitudes, eu não consigo compreender como alguém que sinta... Isso! Que sinta. Não sinta isso aqui no meu peito ao cometer atrocidades com outros seres vivos. Não entale e perca o ar com esse nó na minha garganta só de pensar. Eu não sou religiosa, apesar de acreditar em energias, em uma força maior... Mas, "Deus, perdoai-vos, pois não sabem o que fazem" meu coração suplica, suplica desse jeito porque quero acreditar que é ignorância, quero fechar os olhos da minha razão um pouco também para poder continuar acreditando, pois sem esse fio de esperança tem horas que parece que não dá, sabe... Dói, dói muito. Julguem-me, vá. Já não me importo, a sensibilidade de me importar foi tomada por outras dores muito mais importantes. Eu tenho vontade de fechar os olhos e pedir desculpas, esperar que me escutem, todas as almas animais torturadas seja lá onde quer que estejam, como se eu pudesse transmitir um pouco de conforto a essas marcas que levam, dizer que existe quem se importe, fechar os olhos forte e transmitir força para aqueles que em vida ainda sofrem, pedir desculpas sempre... É minha raça que faz isso com vocês, desculpe, se pudesse roubava a dor de cada um e compartilhava, de verdade, não quero ser nenhuma Madre Tereza, talvez seja por altruísmo egoísta, eu preferiria a dor física a sentir essa explosão no peito em ver tantos shows de horrores. Dói e eu me sinto pequena, inútil, acomodada no meu conforto enquanto o mundo se corrompe e maltratam, e matam... Matam, aqueles que não lhe fizeram mal algum, aqueles que só pedem lama para brincar, um pasto para se alimentar, céu para voar... Desculpem-me, mas eu não posso compreender isso e nem quero.