- Ah, eu gosto de MPB, King of Convenience, Billie, Beatles, Joplin, alguns pop rocks, clássicos, instrumentais... E você, o quê gosta de ouvir?
- A sua voz...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Baila ela
Uma caixinha de música ao contrário, que não prendesse a bailarina ao chão, e que ao mesmo tempo lhe desse a graciosidade do embalo daquela bonita canção. Aquela caixinha era pequena pra ela, era isso, o mundo já quase não a cabia de tão grande. Era o seu coração de passarinho que alto soava, era aquele sorriso bonito que longe brilhava. Era a sua força quando em mulher se transformava. Já se confundiu em menina. Menina já foi. Porém nem o doce daquele sorriso e olhar eram mais inocentes... Ou talvez eu assim, não via. Quando em luz azul, sensual. Seu balé tinha suor no momento em que nos braços do personagem qualquer se jogava, mas era sutil, era gota, de quem transbordava desejo de cena. Por fora, ou lá fora, humana.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Chove Calmaria
Quando chove, assim, serenamente, eu tenho a impressão de que a vida se acalma, de que o mundo fica seguro lá fora (por que aqui dentro, de mim, nada é seguro).
Imagino casais embalados pelo ar romântico da chuva em suas camas de casal fazendo amor, deixando o ambiente quente com o calor de seus corpos e entrando em contraste com o ambiente fresco chuvoso. Imagino velhinhos recolhidos em seus cobertores aconchegantes, aqueles geralmente cores pastéis, alguns com estampas de bordados... Cobertores com cara de pessoas com mais idade sabem?
Imagino casais embalados pelo ar romântico da chuva em suas camas de casal fazendo amor, deixando o ambiente quente com o calor de seus corpos e entrando em contraste com o ambiente fresco chuvoso. Imagino velhinhos recolhidos em seus cobertores aconchegantes, aqueles geralmente cores pastéis, alguns com estampas de bordados... Cobertores com cara de pessoas com mais idade sabem?
Imagino bebês embalados em um sono gostoso pelo barulho da água caindo e crianças sem muitos protestos para irem pra suas camas, pois a calmaria da chuva os leva a acatar o recolhimento a tranquilidade de se deitar. Os animais buscam um teto, um lugar para se acolherem e adormecem. Até as pessoas que na rua moram, recolhem-se em um toldo qualquer, um canto que os abrigue, encolhem-se para segurar consigo o máximo de calor possível e bêbados de uma pinga barata, de exaustão e certa solidão esquecem em um apagar, que não é exatamente dormir, as dificuldades.
O mundo fica assim, silencioso, cheio de suspiros amantes por detrás das vidraças e olhares saudosos lamentando distancias. Segurando consigo certo estado de paz, a chuva traz sentimentos de calmaria até para os mais avassaladores momentos. Lava a alma daqueles que desprevenidos se encontram pelas calçadas, espanta a euforia da molecada que na quadra joga bola, embala um beijo apaixonado do jovem casal que vive como nos filmes... E depois vai-se embora, levando com sigo o pause da vida, acordando as pessoas para o que vem em seguida, deixando a impressão por alguns instantes de tarefa cumprida, de mundo lavado.
O mundo fica assim, silencioso, cheio de suspiros amantes por detrás das vidraças e olhares saudosos lamentando distancias. Segurando consigo certo estado de paz, a chuva traz sentimentos de calmaria até para os mais avassaladores momentos. Lava a alma daqueles que desprevenidos se encontram pelas calçadas, espanta a euforia da molecada que na quadra joga bola, embala um beijo apaixonado do jovem casal que vive como nos filmes... E depois vai-se embora, levando com sigo o pause da vida, acordando as pessoas para o que vem em seguida, deixando a impressão por alguns instantes de tarefa cumprida, de mundo lavado.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
"Com sabor de fruta mordida..."
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
(com)paixão
Eu sentia compaixão por ela. Sabia que compartilhávamos da mesma dor. Sabia que o buraco o qual ela pretendia infiltrar-se naquela madrugada era o mesmo que me acolhia muitas outras madrugadas. Ela talvez nunca saiba da minha existência, assim como a existência de sentimentos em comum era ignorada, não por descaso, simplesmente por não poder ser. Ou talvez ela até escute meu nome ser mencionado, talvez ela desconfie, e crie repulsa, talvez ela sinta compaixão, por mim.
domingo, 17 de outubro de 2010
Ventos...
Toda brisa suave me faz lembrar você. O vento no rosto vem como um toque seu, vem como palavras sussurradas no ouvido dizendo que tudo vai ficar bem , carregam com si os pesos da alma e fazem redominho de folhas primaveris, porque você é primavera, deixando uma sensação de voo baixo, tirando os pés do chão, flutuando o corpo que sorri serenamente a leveza, a sensação... Deixando parecer o segundo eterno, como se pudesse sentir a vida em uma brisa, que veio trazendo você para mim.
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