quarta-feira, 2 de março de 2011

Tua droga


Tragava-me, lentamente, como um cigarro que acendia e apagava, reacendia e apagava. Gostava de ver a chama voltar a queimar, gostava de sugar fundo e lento minha essência, segurava em suas entranhas, deixando-me visceral pra depois soltar em fumaça cinza, apagando-me com ar de desejo saciado, deixando pra mais tarde, ou outro dia, aquele resto jogado no cinzeiro.

3 comentários:

  1. Acendia e apagava, reacendia e apagava, e eu te oferecia um isqueiro.

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  2. Teu remédio... Que te cura, mas com efeitos colaterais.

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  3. Não sabia se gostava ou se era apenas vício.

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