quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Baila ela
Uma caixinha de música ao contrário, que não prendesse a bailarina ao chão, e que ao mesmo tempo lhe desse a graciosidade do embalo daquela bonita canção. Aquela caixinha era pequena pra ela, era isso, o mundo já quase não a cabia de tão grande. Era o seu coração de passarinho que alto soava, era aquele sorriso bonito que longe brilhava. Era a sua força quando em mulher se transformava. Já se confundiu em menina. Menina já foi. Porém nem o doce daquele sorriso e olhar eram mais inocentes... Ou talvez eu assim, não via. Quando em luz azul, sensual. Seu balé tinha suor no momento em que nos braços do personagem qualquer se jogava, mas era sutil, era gota, de quem transbordava desejo de cena. Por fora, ou lá fora, humana.
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